Eis aqui o meu blog de viagens! Este é um primeiro relato "on site" de uma jornada fascinante e muito louca a Dubai e India, países muito próximos, porém de culturas bem diversas: o primeiro, parte dos Emirados Árabes, famoso pela opulência dos petrodólares, pelos mercados de compra e venda de ouro e pelo capitalismo florescente e fluorescente; o segundo, terra da espiritualidade e de antigas teorias filosóficas e científicas, como o ioga, aiyurveda e vastu e em que convivem harmonicamente o hinduísmo, o cristianismo, o budismo, o judaísmo, o islamismo, os sikhs e o zoroastrismo. Chegamos portanto à razão do título deste blog: Zorba, o Buda. É assim que vejo essa aventura que está prestes a iniciar, misto de luxo e espiritualidade. Tomo por empréstimo as palavras de Osho, o Rajneesh, que a meu ver descrevem muito bem o significado desta "peregrinação":
"O Buda não era total, nem o grego Zorba. Ambos são metade. Eu amo Zorba, eu amo Buda. Mas quando olho profundamente para Zorba falta algo: não tem alma. Quando olho para Buda, algo falta também: não tem corpo. Eu ensino um grande encontro: o encontro de Zorba com Buda. Eu ensino Zorba o Buda – uma nova síntese. O encontro do céu e da terra, o encontro do visível com o invisível, o encontro de todas as polaridades – do homem e da mulher, do dia e da noite, do Verão e do Inverno, do sexo e da beatitude. Só nesse encontro um novo homem erguer-se-á na Terra. A minha gente, são os primeiros raios desse novo homem, desse homo novus. A divisão interna tem guiado a humanidade para um estado de suicídio. Só tem criado escravos – e os escravos não podem viver realmente, não têm nada ao que se devotar. Vivem para os outros. São reduzidos a máquinas – cheios de habilidades, eficientes, mas uma máquina é uma máquina. E uma máquina não conhece o prazer de viver. Não consegue celebrar, só consegue sofrer. As velhas religiões acreditavam na renúncia. A renúncia tem sido uma maldição. Eu trago uma benção para ti: eu ensino regozijo, não renúncia. O mundo não deve ser renunciado, porque Deus não o renunciou – porque é que tu o fazes? Deus é... porque é que tu não hás-de ser? Vive-o na sua totalidade – e viver a vida totalmente trás transcendência. Então o encontro da terra e do céu é tremendamente belo; não há nada de errado. Então as polaridades desaparecem em si mesmas e os pólos opostos tornam-se complementares."
Com essas palavras em mente, só posso desejar-lhe uma ótima leitura: escolha a sua poltrona favorita, sente-se, relaxe e tenha uma boa viagem!

